Reza Kassab, reza

Pela segunda vez pego o prefeito Kassab na missa do Padre Marcelo transmitida pela Globo nas manhãs de domingo. Não é um horário usual para me encontrar desperto. Das vezes que acontece da TV ficar ligada durante a noite, acordo exatamente nessas horas.

Ótimo para ele como propaganda (não gratuita certamente, eis que os impostos dos paulistanos devem arcar com alguma coisa daquele evento católico de massa).

E o Padre Marcelo e um outro, um bispo famoso quem, que o ajuda com a missa afagaram sobremaneira o prefeito, isentando-o das desgraceiras provocadas pelas chuvas em Sampa.

O Padre Marcelo disse que, afinal, esta chovendo e morrendo gente em várias partes do país, do Sul mais especificamente. E reiterou isso por duas vezes, pedindo para que as pessoas não crucificassem o prefeito.

Afinal, o culpado é São Pedro oras.

A televisão, por todas as vezes que o nome do prefeito era mencionado, o mostrava com aquele jeitão de também vítima das chuvas.

E vítima, que ele frisou em entrevistas, culpando a impermeabilização da cidade e as ocupações desordenadas pelas desgraceiras causadas pelas chuvas.

Paulistanos, estais fodidos e sem a quem recorrer. Se o proprio prefeito se exime, porque o elegeis? Não seria ele quem teria que encontrar soluções?

E se ele agora deixou esse pepinaço com Deus, rezeis então também. E com o Padre Marcelo, com seu “riso franco e puro para um filme de terror”.

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Um mundo em que ser bonzinho, é truta

Impressionante a máquina de guerra dos USA, nénão? Em dois palitos eles colocam 20 mil soldados armados no Haiti, deslocam seus super porta-aviões e um moderno hospital instalado num navio para a área.

Sem contar que no dia seguinte à destruição da torre de controle do aeroporto de Porto Príncipe, eles já comandavam o tráfego aéreo na ilha.

E diretamente de seu território, o que dá para logo ver que podem fazer isso com qualquer aeroporto do mundo.

É uma ocupação? Sim, é. Ela obedece a um caráter de manobra de treino, a ensaios com as tropas em situação quase real. Teatro perfeito para os generais.

Exércitos são constituídos para a guerra e estar de prontidão, é como bombeiros para o fogo. Aproveitaram o ensejo do terremoto no Haiti para “aquecer” as tropas, tá na cara.

Viram aquele helicóptero que desceu no gramado do palácio presidencial do Haiti e despejou uma penca de marines armados até os dentes?

Aquilo foi uma demonstração de força, um cartão de visitas.

Considerem também que os yankees estão escaldados com imigrantes aos lotes. Precisavam evitar o inferno que seria uma emigração massiva de haitianos para a Flórida.

E a maior potência econômica e militar do planeta não pretende abrir mão de sua supremacia estratégica.

China? Ora, aquilo nunca deixará de ser um Ctrl + C, Ctrl + V de um tudo, sempre estarão dezenas de anos aquém da dianteira tecnológica.

Os USA inspiram dualidade de sentimentos. Ao mesmo tempo que são admiráveis em sua competência, são odiáveis por suas claras intenções inamistosas.

Se preciso for e contra quem for, caso seu status quo, seus padrões de vida se veja ameaçado vão lá e tomam. Não fizeram isso com o petróleo de Sadam?

Ah, nada como um Bin Laden vez por outra para equilibrar.

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O calhambeque da Nestlé. Valei-me São Tigum

O calhambeque que era de Roberto Carlos foi reformado sob a batuta de Emerson Fittipaldi. Pode sim, ter sido apenas uma ação entre amigos e como fato produziu algum material para televisão e revistas.

Agora, a Nestlé embarcou no fato como ação de marketing. Ótimo, boa sorte para aqueles que conseguirem na baba um carrinho tão incrementado.

Mas parem de falar que foi restauração, que não foi. Fazer o que fizeram, foi uma barbaridade com uma peça histórica que até hoje ainda não compreendi.

O Tigum é um amigo de primeira infância, primeiríssima, desses que poucos nos restam. E ele é um restaurador apaixonado e conversamos, na época, sobre o que fizeram com o famoso calhambeque.

Restaurar, é devolver as qualidades originais com um mínimo de interferência no design, cometendo os restauradores, a loucura de produzir, “no martelo”, peças idênticas às originais.

A moda das duas últimas décadas são as caminhonetes da primeira metade do século. Claro, eram raras ser encontradas peças para restauração e agora, com valores de colecionador, chegam a custar vezes e meia o preço de um carro ponta de linha, quando restauradas.

Digo mais: é viciante isso. Cada vez que em sua oficina acontece de estar um veículo em restauração, cada movimento, cada peça que se restaura é um pouco de história que se aprecia, a história do veículo e a história toda particular que produzir cada peça proporciona.

E a Nestlé irá distribuir réplicas do monstrengo. É um belo carrinho, edição limitada e parece que de graça para alguns sortudos.

Mas parem de dizer que é o calhambeque restaurado, cazzo.

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Caramujo africano, o retorno

Reza a lenda que esses caramujos africanos que infestam todas as cidades cá da região foi trazido por engano da Àfrica. Algum coió comprou scargot por eles.

Aqui nos arredores de casa a infestação é digna de nota. Melhor, de quilo, pois o único meio de reduzir a infestação é controlando sua população e não raro nesses dias de chuva, junta-se sacolas com três a cinco quilos por dias seguidos.

Onde “moram” e o que comem, eu não sei. Sei que são hermafroditas e parecem ter chegado para ficar. Não têm inimigos naturais por aqui.

A não ser que… a não ser que… que encontrem um destino econômico para isso. Adubo orgânico?

Não brinco. É muito caramujo. Junto-os em sacolas de supermercado e borrifo uma boa quantidade de sal nos bichos. Eles fritam e morrem os fedumasputa.

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